Dia 29 de outubro
Depois de um dia cheio, estava embarcando em um ônibus no Terminal Rodoviário Tietê. Às 20h, já estava na estrada, a caminho de uma cidade que eu não conhecia.
No começo de outubro, comecei a planejar uma viagem para fazer com amigos. Queríamos um destino totalmente desconhecido, em que pudéssemos, principalmente, descansar. Esquecer totalmente a vida em São Paulo. Por isso, entramos em um site que listava todas as cidades turísticas de São Paulo e fomos jogando no Google as cidades com os nomes mais estranhos. No fim, a cidade escolhida foi Caconde.
Íamos no meu carro, mas como tive problemas com ele, acabamos optando pelo ônibus.
Caconde é uma pequena cidade do interior que fica a pouco mais de 300km de São Paulo. Pelo que constatamos na internet, Caconde era uma cidade para termos contato direto com a natureza: é uma cidade que atrai turistas que estão atrás de eco-turismo e esportes de aventura, como o rafting e o cascading, além de trilhas, rapel, bóia cross, etc.
Chegamos em Caconde mais ou menos à meia noite. A rodoviária era mínima e havia apenas um taxista lá, acompanhado por dois homens. Os três conversavam, sentados no banco da rodoviária, assistindo o Jornal da Globo. Tivemos que esperar um pouco para o taxista nos levar até a pousada em que havíamos feito a reserva.
Chegamos à pousada e já tivemos a primeira surpresa da viagem. Uma surpresa desagradável: primeiro, o taxista nos informou que a cidade não contava com um sistema de transporte público; segundo, os táxis da cidade não têm taxímetro, e o preço é tabelado. Pagamos 30 reais pela corrida. Um absurdo, pensando que precisaríamos do táxi para ir a qualquer lugar que quiséssemos ir.
Mas não tivemos muito tempo para pensar nisso. Cansados pela longa viagem, fomos recebidos pelo simpático Geraldo, caseiro da Pousada. Não pudemos ver muita coisa, pois estava tudo muito escuro. Só pudemos perceber que estávamos literalmente no meio do mato. Uma tranqüilidade impressionante. Não víamos luzes por perto e as montanhas lá longe eram total breu. O silêncio do lugar era algo praticamente mágico.
O Geraldo nos acomodou em um pequeno chalé, muito bem arrumado. O chalé tinha um quarto, banheiro e sala conjugada à cozinha. Na sala, havia sofá, televisão e uma lareira. Na cozinha, uma geladeira e um fogão pequeno. O chalé era uma verdadeira casinha.
Arrumamos as coisas e dormimos, pensando somente no dia seguinte.

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2 comentários:
E é mágico ouvir o silêncio.
É outra vida.
Em São Paulo não há hora do dia ou da noite em que se tenha silêncio absoluto.
Isso é uma das coisas que me fazem gostar das cidades do interior. Silêncio, paz.
Quero saber mais sobre a viajem Rô *-*
Conta mais?
Que lindo, Ro!
Parece um lugar em que eu não sobreviveria com toda a minha frescura... no meio do mato! hahaha...
Mas posta mais!
Vamos fazer algo?? To com saudade!
=**
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