quarta-feira, 13 de abril de 2011

Song Beneath the Song


Grey’s Anatomy é de longe a minha série favorita. Me apaixonei desde o primeiro capítulo que eu vi, há um tempinho.
Na última segunda-feira (11) eu me apaixonei mais ainda. Não achei que fosse possível, mas aconteceu. Foi o episódio “musical” que a série tanto prometia. No início achei que odiaria. Imaginei algo meio Glee (que não tenho nada contra, mas não é lá o estilo de programa que eu goste de acompanhar. E olha que eu costumo sempre me apaixonar por musicais em geral!), mas foi totalmente o oposto.
Foi um episódio cativante do começo ao fim, cheio do “draminha” que todo fã de Grey’s Anatomy gosta. Emocionante, roteiro riquíssimo, história que se desenvolve da maneira certa de forma inesperada. A série perfeita. Um episódio perfeito (ouça aqui uma das músicas do episódio).

Achei de longe o melhor episódio da sétima temporada, que começou bem fraca. No entanto, achei os últimos episódios muito bons. Comparáveis aos do início da série.
Aliás, esse episódio musical é comparável aos dois últimos episódios da sexta temporada. Lembrei desses episódios com uma tristeza incomum.

Eu adoro os episódios finais da sexta temporada. Me prenderam totalmente, do começo ao fim. Eu mal piscava. Porém, hoje, o episódio lembra uma história da realidade. Uma realidade triste.

Não vamos nos esquecer que a tragédia na escola em Realengo completou hoje uma semana. Aquele tiroteio que matou doze crianças, feriu mais algumas e traumatizou centenas de pessoas. A tristeza dos episódios de Grey’s vem por conta do tiroteio: o tema principal dos capítulos é um atirador dentro do Hospital Seattle Grace.
A agonia da época, que tanto prendeu a minha atenção, era por não saber quem sobreviveria, quem morreria, quem levaria tiros... E como acabaria a tragédia.

Hoje, o episódio seria mais trágico ainda. Ele perderia a graça da ficção por ganhar ares de uma realidade que vivenciamos.

Pensei nessa comparação assistindo ao episódio de Grey’s na segunda-feira. Lógico que é uma comparação infeliz, mas comecei a pensar que estamos sujeitos a casos assim. Ainda não conseguimos entender exatamente o que passou pela cabeça de Wellington Menezes de Oliveira, mas no caso de Grey’s, o atirador revoltou-se por ter perdido sua mulher e uma causa na justiça para culpar o hospital pela morte dela. Coisas assim acontecem. São justificativas (justas ou injustas) para a revolta humana.

Só sei que não cabe a mim julgar o certo ou o errado. Só sei que o sentimento de desconforto e vazio é injusto. Injusto para as mães que mandaram seus filhos para a escola e viveram todo esse drama. Um drama desumano. Algo totalmente fora da realidade.
A mim, cabe não me conformar que coisas da vida que vão para a ficção voltem para a vida. Cabe rezar por essas crianças e pelas famílias atingidas por essa tragédia. Cabe convidar vocês a mais essa reflexão.

Tenham um ótimo restinho de semana e até o próximo post!

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3 comentários:

Tiago P. disse...

Ta aí uma série que eu não acompanho. Além de milhões de outras.

Mas eu gosto de musicais, desde que não sejam aqueles forçados. Enfim.

Jayson Vieira disse...

Oi Ro!

Esse episódio realmente mexeu com quem acompanha a série. Fiquei com um pé atrás quando soube que teria um episódio musical mas realmente superou as expectativas. Foi um episódio cheio de tensão e emoção. Tudo na medida certa. Parabéns pelo texto =)

Jay

Bonie disse...

Ah, seu lindo!

Grey's é a melhor série ever! (não gosto de musicais como o último episódio, mas... sendo Grey's, é sempre lindo). Sempre me faz pensar em várias coisas e ficar esperando o próximo episódio... e agora temos que esperar o próximo ¬¬

(E não, eu não sou tão fria assim que nem ligo pro Realengo, mas simplesmente... não tem muito que dizer, né?)